manifesto do meu desagrado
Já cá ando há muitos anos para ser destituida…assim, sem mais nem menos!!! Sim, porque que eu tenha memória era eu que cá estava quando te comecaram a crescer as maminhas, quando te veio o período, quando deste o primeiro linguado (adoro esta expressão!), quando tiveste o primeiro desgosto de amor…e podia relatar um sem número de situações fulcrais no nosso/ teu/ meu desenvolvimento enquanto seres pensantes, que me permitem exigir um estatuto de Alta Comissária para as Relações de Amizade da Ana Maria, com direito a remuneração mensal fixa + comissões pelo meu excelente desempenho de funções!!!
Não admito, enquanto responsável pelo Departamento das Amizades Longas (DAL), que o meu profissionalismo, bem como projectos aprovados sejam, desta forma, menosprezados pela Direcção desta empresa. É certo que para o bem comum, as novas contratações têm o direito a mostar a sua competência e até a apresentar novas ideias. No entanto, há que prever que os funcionários mais antigos possuem um conhecimento mais alargado do panorama actual, bem como de todas as bases que sustentam o sucesso desta empresa há mais de uma década.
Enquanto funcionária de destaque, creio estar a ser passada para tás sem qualquer reconhecimento absoluto da minha lealdade. Numa altura em que não nos podemos dar ao desplante de tomar decisões importantes que decidem o futuro desta instituição sem antes reunir com os interessados, parece-me que a Direcção não está a levar em consideração todos os anos (por mim) dedicados a uma sociedade de trabalho que é muito mais que isso, é uma forma de vida.
Sendo desde sempre uma das principais accionistas, revogo o meu direito de apreciação, e exigo que este seja tomado em consideração em todas e quaisquer decisõs que impliquem o bom funcionamento da Empresa. Há que reunir, definir estratégias e só depois, em jeito consensual, aprovar. Se tal não acontecer, serei obrigada a relatar tais acontecimentos ao Departamento de Recursos Humanos, o que acredito não ser necessário, uma vez que sei de antemão, que está é uma situação sem precedentes.
Mais que uma mera directora, sou antes uma funcionária empenhada, cujo compromisso assenta na transparência e no cumprimento de objectivos. Creio no sucesso, acima de tudo. E creio na cooperação. Não creio, porém, nos métodos de trabalho que não abrangem os interesses inabaláveis da Instituição.
No caso de esta situação continuar a ter proporções ridiculas e que afectam o trabalho dos restantes funcionários, serei obrigada a convocar uma assembleia geral de accionistas, de maneira a resolver em definitivo o caminho futuro desta empresa. Seria com grande pena minha que fosse necessário tomar medidas extremas, mas se o contexto assim o exigir, quero deixar claro que não hesitarei em pô-las em prática.
Sem mais assunto de momento,
A Directora mais pequena